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Viagens corporativas em 2026: mais frequentes, mais desafiadoras e com novas exigências de segurança

As viagens corporativas voltaram com força total. Reuniões presenciais continuam sendo estratégicas para fechar negócios, fortalecer parcerias e impulsionar crescimento internacional.

Mas o cenário mudou.

O relatório Business Travel Outlook 2026, da Zurich Insurance Group, revela que viajar a trabalho se tornou mais complexo, com mais interrupções, mais riscos percebidos e uma demanda crescente por suporte e proteção. 

Se antes a preocupação era apenas logística, hoje a segurança física, digital e emocional passou a fazer parte da equação.

2025 foi um ano turbulento para viajantes corporativos

Os números são claros:

80% dos viajantes corporativos enfrentaram pelo menos uma interrupção em 2025;
53% relataram incidentes ou emergências durante viagens internacionais;
62% tiveram atrasos ou cancelamentos de voo;
26% precisaram de atendimento médico em consultório ou hospital. 

Ou seja: o imprevisto deixou de ser exceção.

Entre os principais incidentes relatados estão:

  • Perda de bagagem;
  • Atrasos em transporte local;
  • Perda ou roubo de itens essenciais (celular, carteira, laptop);
  • Incidentes relacionados a desastres naturais ou instabilidade geopolítica.

Em um ambiente global cada vez mais instável, a mobilidade corporativa exige mais preparo.

Segurança: percepção e realidade nem sempre caminham juntas

Um dado chama a atenção:
76% dos viajantes estão preocupados com interrupções e atrasos em 2026, mas o número real de incidentes foi significativamente menor em várias categorias. 

Existe um “gap” entre percepção e ocorrência real.
Isso pode indicar duas coisas:

  • O cenário global está mais imprevisível;
  • Empresas que investem em preparação conseguem reduzir impactos.

Outro dado relevante:
43% dos viajantes se sentem menos seguros viajando a trabalho do que antes, e 58% acreditam que seus empregadores poderiam fazer mais para garantir segurança

A viagem corporativa deixou de ser apenas operacional e tornou-se também uma questão de confiança e retenção de talentos.

Bleisure e trabalho remoto internacional: novas fronteiras, novos riscos

O relatório também aponta o crescimento do chamado bleisure, quando viagens misturam trabalho e lazer.

81% planejam combinar viagens corporativas e pessoais em 2026.
56% pretendem adicionar compromissos profissionais a viagens pessoais.

Esse movimento amplia a exposição a riscos como:

  • Falhas de cobertura de seguro;
  • Problemas com visto ou entrada em países;
  • Incidentes fora do escopo da política corporativa;
  • Vulnerabilidades cibernéticas.

Quando a linha entre trabalho e lazer se torna difusa, a cobertura também precisa ser clara.

Cibersegurança: o risco invisível das viagens corporativas

Dois terços (66%) dos viajantes se preocupam com ataques cibernéticos durante viagens.
Executivos e colaboradores viajam com:

  • Dados sensíveis;
  • Equipamentos corporativos;
  • Acesso a redes empresariais.

Apesar disso, a adoção de medidas básicas de proteção digital ainda é inconsistente, segundo o relatório.

A mobilidade global exige que a segurança vá além da saúde física; ela inclui proteção digital, reputacional e operacional.

O papel das empresas: duty of care como estratégia, não custo

Segundo a pesquisa, 60% dos viajantes afirmam que deixariam a empresa se sentissem que sua segurança não é prioridade ao viajar. 

Viagens corporativas impactam diretamente:

  • Engajamento;
  • Retenção;
  • Produtividade;
  • Confiança na liderança.

Empresas que prosperam nesse novo cenário são aquelas que encaram suporte e proteção não como despesa, mas como investimento em continuidade de negócios.

O que muda para 2026?

O relatório indica que o futuro das viagens corporativas será marcado por:

  • Mais restrições orçamentárias;
  • Pressões ambientais;
  • Mudanças em regras de visto e entrada;
  • Maior atenção à saúde mental;
  • Exigência de protocolos de segurança mais robustos.

O viajante corporativo moderno quer mais do que reembolso.
Ele quer preparo, suporte em tempo real e cobertura clara.

Viajar a trabalho exige mais estratégia do que nunca

As viagens corporativas continuam essenciais para o crescimento das empresas.
Mas o cenário de 2026 exige planejamento mais estruturado, políticas atualizadas e proteção adequada.

Em um mundo onde interrupções se tornaram frequentes, preparar-se deixou de ser opcional.
Ao avaliar sua política de viagens, vale considerar:

  • Se há cobertura adequada para emergências médicas e evacuações;
  • Se a empresa oferece suporte 24h;
  • Se a proteção contempla riscos digitais;
  • Se há clareza quando a viagem mistura trabalho e lazer.

Viagens corporativas continuam sendo uma poderosa ferramenta de crescimento.
Mas, para que sejam sustentáveis, precisam ser acompanhadas de preparo e proteção proporcionais ao novo cenário global.

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